sábado, 4 de dezembro de 2010

Beijando-se sob a arruda...



A Tradição do Ramo de Visco
O visco (ou mistletoe, em inglês) é um arbusto parasita com frutos entre brancos e rubros (fig. acima). A tradição na Irlanda, na Inglaterra e na Escócia, é pendurar um ramo de visco na aldrava ou na trave do caixilho da porta de casa durante o ciclo natalino (que segue até o Dia de Reis, no 6 de janeiro). Em geral o arranjo é disposto de forma arredondada e com fitas amarelas ou vermelhas - do tipo que se vê em cartões de Natal. Na falta do visco, as pessoas também usam ramos de pinheiro e azevinho. Esse costume de reverenciar o visco parece vir de tradições pré-cristãs, celtas, relacionadas a druídas e outras entidades. Acreditava-se que a planta possuía poderes mágicos. Shakespeare a cita no Ato I de sua peça Titus Andrônicus: "Superada pelo musgo e o maligno visco". De onde se depreende que, na tradição original, a função do visco seria algo como dissipar o mal-olhado que se dirigia à frente de casa. Reza a tradição moderna, cristã, que se duas pessoas se encontrarem ao mesmo tempo debaixo de uma rama de visco, devem trocar um beijo. Daí que em 1971 a cantora norte-americana Aretha Franklin tenha gravado uma canção de Natal intitulada Kissing by the Mistletoe (Beijando-se sob o Visco).



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cozinheiro "chefe"...



Precisou de uma consultoria, um cozinheiro para um jantar íntimo ou um banquete para 1000 pessoas.... pode me chamar! E antes que comece a polêmica, nome do meu blog é uma homenagem a um livro do Oswalde de Andrade! Visite o meu blog e saiba um pouco mais sobre este otimo livro...por acaso la tem umas receitinhas, músicas, trechos de filmes...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Palitos de casca de laranja



Palitos de casca de laranja
1/2 k de casca de laranja
250 gr de açúcar cristal
Faça ferver as cascas de laranja em calda rala de açúcar durante 20 minutos.
Retire-as da calda e deixe escorrer numa peneira, atéque fiquem bem secas.
Corte as cascas de laranja em palitos finos.
Passe-os peloaçúcar cristal e deixe secar de 6 a 8 hs em localseco.
Conserve os palitos em latas ou vidros bem fechados.
É um petisco delicioso pra acompanhar um café, parautilizá-lo em outras receitas, e também coberto comchocolate meio amargo: banhe-o no chocolate derretidoe coloque para secar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Belo Horizonte em 1949 - 2 de 2

Belo Horizonte em 1949 - 1 de 2

Um prato chamado Kaol


Em meio à muvuca do centro da cidade de Belo Horizonte em Minas Gerais, o Café Palhares foi fundado em 1938 pelos irmãos Antônio e Nilton Palhares Diniz. Em 1944, o estabelecimento foi vendido ao uberabense João Ferreira – o Seu Neném – e seu cunhado Aziz. Conhecido por ser a casa do Kaol, o local é hoje administrado por João Lucio e Luiz Fernando, filhos de Seu Neném.

O Café Palhares sempre funcionou no mesmo endereço, na Rua Tupinambás quase esquina com a Avenida Afonso Pena, Belo Horizonte - MG. Quem ali chega, vê uma placa dependurada na parede com o seguinte dizer: “Ser mineiro é comer um Kaol”. A frase reflete a importância que um único prato exerce na vida dos moradores locais.

Batizado pelo radialista e boêmio Rômulo Paes, o Kaol nada mais é do que as iniciais de cachaça (cujo “c” foi trocado pelo “k” para dar mais pompa ao prato), que costumava preceder as refeições, arroz, ovo, e lingüiça. Com o passar do tempo, a receita foi incrementada. A partir da década de 70, o Kaol ganhou farofa e couve e, nos anos 80, um pouquinho de torresmo. Atualmente, a lingüiça pode ser trocada por pernil, carne cozida, dobradinha, língua, ou peixe. Antes de ser servido, cobre-se o prato com molho de tomate para deixá-lo mais saboroso e molhadinho.

Quem chega ao Palhares na hora do almoço costuma encontrá-lo lotado. Muitos se surpreendem com a pequenez do local; vinte e poucos assentos posicionados ao redor de uma bancada em U. Apesar disso, a espera não costuma demorar devido a alta rotatividade dos clientes. Enquanto isso, pode-se pedir um bolinho de bacalhau ou admirar a bela cafeteira antiga sobre o balcão.

Depois de assentado, a maioria dos clientes pede o Kaol. Porém, há quem peça um “boné” ou um “chapéu”. Tais designações são referências ao Kaol servido em um marmitex; o primeiro em tamanho pequeno, e o segundo, grande. Após ter feito o pedido, o prato é apresentado ao cliente em questão de segundos. Recomenda-se casá-lo com um chope bem gelado. Assim, o Kaol, uma entidade da gastronomia mineira, fica ainda
mais gostoso